17 anos de Tratamento de Água Industrial - 10 anos de Acqua-Kin
"Qualidade de Ar de Interiores"

Muito já se discutiu referente ao tema da "Poluição Atmosférica e Seus Danos"...

Agora imaginem os efeitos de tais poluentes em ambientes confinados...
Vocês já devem ter se perguntado porque não se usa em sistema de Ar Condicionado Central, a refrigeração de ar por meio de contato direto com tubulações de gases refrigerantes e o motivo de se usar para isso "Água Gelada", diferente nos evaporadores de Câmaras de Frio (Frigoríficos), que podem até usar "amônia".(proibida em supermercados)... A responsabilidade sobre qualquer vazamento de gás é enorme - podendo provocar morte muito rápida em centenas de pessoas, ainda mais naqueles prédios vedados... Assim, a proteção de uma água refrigerante, sem dúvida, é tranqüilizadora. Mas, o ambiente sujeito à refrigeração central tende a ser altamente "viciado" - não há praticamente renovação de ar e os gases e poeiras tendem a se concentrar, mesmo se trocando os filtros de ar periodicamente. Além do mais, na água de condensação externa (evaporadores) - na troca térmica onde é realizada a refrigeração entre ar - "água gelada", em conjunto com a concentração de sais, cria-se uma ambiente muito propício à proliferação microorgânica, provocando a SÍNDROME DO EDIFÍCIO DOENTE (vide quadro a seguir).


-Descoberta de nova bactéria - FILADÉLFIA, 1976.
-Surto de infecção respiratória
-Cerca de 200 americanos que participavam de uma convenção em um hotel adoeceram, sendo que aproximadamente 30 dos casos evoluíram para o óbito.
-Causa: bactéria Legionella pneumophila presente na poeira do Ar Condicionado central, isolada da água dos Condensadores (Evaporadores).
Pesquisa: Prof. Coimbra - Biólogo

Legionelose, ou "Doença dos Legionários", é a Síndrome Clínica causado por microorganismos do gênero Legionella. A "Doença dos Legionários" é basicamente uma pneumonia lobar aguda apresentando-se com manifestações também em múltiplos órgãos. A infecção começa inicialmente com febre aguda, dor de cabeça, fraqueza. O aparecimento de fadiga, dispnéia, dificuldades respiratórias indicam a progressão da doença. Outras alterações envolvendo fígado, rins, trato gastro-intestinal e sistema nervoso central podem ser freqüentemente observadas.
Uma forma de legionelose, semelhante ao encontrado em casos de gripe ou resfriados fortes, é conhecida como "Febre de Pontiac", e se manifesta através de uma febre elevada, mialgia, mal estar e dor de cabeça, sem contudo levar à pneumonia e alterações respiratórias. Enquanto que na Doença dos Legionários o período de incubação é de 2 a 10 dias, na Febre de Pontiac é de apenas 1 a 7 dias.
O desenvolvimento de um ou outro quadro, causado pelo mesmo microorganismo, está claramente ligado a fatores como o estado de saúde do hospedeiro no momento da infecção, o grau de exposição para o microorganismo, o grau de virulência da amostra infectante, ou mesmo uma combinação de todas estas variáveis.
A Doença dos Legionários atinge geralmente indivíduos de meia idade (média de 55 anos), sendo contudo observada em qualquer idade, inclusive em crianças. Entre as principais predisposições estão: imunodepressão, transplantes, diabetes, alcoolismo, fumo, doença pulmonar e doença cardiovascular.
As Legionelas podem se encontrar normalmente no habitat aquático de água doce e no solo. Assim, elas têm sido isoladas de lagos, açudes, rios, água de evaporação.. As legionelas têm uma grande capacidade de sobrevivência nos ambientes aquáticos inclusive em uma faixa de temperatura pouco comum para outros microorganismos, ou seja, de zero até 65 graus Celsius. A presença de outros microorganismos saprófitas de águas como protozoários (amebas e ciliados), algas e bactérias do gênero Pseudomonas e Flavobacterium facilitam não só a multiplicação das legionelas como também a sua dispersão através dos aerosóis.
Baktron Microbiologia --Polo Bio Rio--


No Rio de Janeiro, temos condições ideais para desenvolvimento microbiológico: umidade relativa alta, temperatura relativamente alta. Isso aliado a um grau de concentração alto de impurezas (micronutrientes) é o início de uma colônia de bactérias e criação de fungos.
(os microorganismos se sentem em uma verdadeira "colônia de férias"...)

Assim, a "Qualidade do Ar de Interiores" está relacionada aos controles de:

"- Temperatura, Umidade, Grau de Renovação de Ar".

"- Presença ou Concentração de Contaminantes Químicos"
- como Dióxido e Monóxido de Carbono, Dióxido de Nitrogênio, Dióxido de Enxofre, Formaldeídos, Fenol, Acroleínas - poluentes perigosos em ambientes restritos, ainda mais em ambientes fechados. Os agentes químicos, se oriundam de fontes diversas: madeira prensada pode liberar formaldeído; tintas de paredes e vernizes liberam solventes orgânicos como toluol, xilol,...; fotocopiadoras em funcionamento, liberam ozônio e além disso, há diferentes conservações (como a limpeza predial) feitas no interior do edifício que aumentam a concentração dos contaminantes químicos ("shampoo" de carpetes, desinfetantes, ceras, lustra-móveis, etc.).

"- Quantidade de Material Particulado do tipo Partículas Inviáveis - "sem vida" - agentes físicos" - como partículas minerais (argila, sílica, "gesso",...); fibras naturais e sintéticas; partículas oriundas da combustão (fuligem, "fumaça de tabaco",....) A origem desta POEIRA ATMOSFÉRICA vem do "Ar Externo" bem como são geradas do próprio ambiente (pessoas, mobiliário, revestimentos, equipamentos...).

"-Quantidade de Material Particulado do tipo Partículas Viáveis (agentes que "dão vida" - biológicos)" - como fungos, bactérias e vírus. Esses microorganismos presentes no ar, em geral, podem se apresentar associados a partículas de poeira ou a pequenas gotículas de líquidos. Essa contaminação é bastante séria, pois diferentemente da química por ser tóxica em quadro lento (a não ser contaminação séria e provocada), a biológica pode se desenvolver rapidamente, e se não detectada logo no início, uma vez instalada nos pulmões, pode levar à morte a curto prazo...

A contaminação biológica ocorre pelo próprio ar externo, pelos indivíduos, decorrente da fala, do espirro, da escamação da pele, etc. Os microorganismos se alojam em menor grau associados aos dutos e em maior grau, formando até limo, nos evaporadores - na água de condensação dos trocadores de calor (serpentinas de "Água Gelada" com o Ar) criando colônias nas bandejas e na própria condensação. Isso tudo aliado a restos de insetos (baratas, , aranhas,...) e suas excretas, que se acumulam na poeira do ambiente e dos dutos-filtros dos sistemas de condicionamento de ar.
A "Síndrome do Edifício Doente" é caracterizada por uma maior freqüência de sintomas irritativos (nos olhos, nariz, garganta, vias aéreas inferiores, pele), de reações de hipersensibilidade ("Alergia" inespecífica, dor de cabeça, fadiga mental, dificuldade de concentração, náuseas ou vertigem. Esta síndrome se torna bem caracterizada quando estes sinais e sintomas apresentam 20% dos ocupantes de um edifício ou de um local específico dentro deste edifício.
A qualidade do ar, seja química ou biológica, deve ser constantemente monitorada (coletas para análise e análise no local).

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